terça-feira, 14 de julho de 2015

Textos

Mundo Ilusão

Desdobro-me para as dimensões que existem além do meu invólucro. Viajando pelos espaços galácticos. Percorro os abismos de sombras e perco-me neles, mas lampejos cintilantes acendem em minha consciência, fazendo-a reluzir por instantes, para encontrar-me em serenos jardins resplandecentes. Passo pelos portais do desconhecido. Abro portas e percorro pelos caminhos desvanecidos pelo meu andar. Subo em escadarias evolutivas e passeio pela frente das fachadas de paraísos fechados, que ainda não posso habitá-los nem visitá-los. Acordo em degraus ainda longe de percorrê-los e alcançá-los. Sonhos, encantos, magias e seres Elementais, com harpas e flautas banhadas de ouro, tocam uma bela canção, e puxam-me para a alquimia do dia, pois, fios prateados, ainda me entrelaçam ao Mundo Ilusão.

Sandro Henrique Souza
Copyright © 2013
Texto protegido por direitos autorais.

Voo Transcendental

Num voo transcendental e sem asas, atravesso um portal e volito pelo espaço descomunal do incógnito infinito. Em instantes de liberdade, fora dos densos recintos, vejo o mundo por ângulos distintos e os seres sem formas na projeção do meu voo livre. Mas minha mente ainda projeta sombras de arvores das florestas dos meus sonhos. Meu viajar tem tempo limitado, mas lá não há tempo nem paredes que me limitam de passar. Pois nessas extensões colossais as leis são dessemelhantes e não há limites para o direito de amar. O voo quer terminar, mesmo que não seja um voo alado, para me fazer voltar ao envoltório fechado. Mas, não quero despertar, pois meu inconsciente ainda se faz presente e tampouco quer se encarcerar. E de onde estou ainda vejo o mundo e a existência por semiplanos diferentes. Será que não tenho o direito de vê-los como os vejo...?

Sandro Henrique Souza        
Copyright © 2013
Texto protegido por direitos autorais.


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